segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Vamos usar a Justiça?

Precisamos de advogados atuando a favor da pessoa com deficiência
Gradativamente leis internacionais, nacionais, estaduais e municipais são aprovadas a favor das pessoas com deficiência e das idosas. Graças ao empenho de entidades eficazes e lideranças realmente preocupadas com esse imenso contingente de pessoas que aumenta anualmente, pode-se arregaçar as mangas e cobrar ajustes necessários e urgentes.
Neste cenário institucional e material precisamos, contudo, de profissionais que atuem na defesa das PcD e dos idosos.
A reurbanização, adaptação de ambientes, reeducação, próteses a preços acessíveis, educação de trabalhadores em geral etc. para maior acessibilidade e inclusão de todos assim como novos padrões de educação desde o maternal são importantíssimos, mas nada virá se pessoas lesionadas, agredidas, ofendidas e passíveis de indenizações e serviços especiais não souberem usar a Justiça em todos os seus níveis.
Infelizmente sentimos falta de disposição de muitas pessoas que sofreram acidentes em nossas calçadas curitibanas, por exemplo, em cobrar indenizações. Do bolso saem os melhores ensinamentos para pessoas e empresas frias e incapazes de entender a importância da qualidade e segurança daqueles que dependem de suas atitudes.
Lamentavelmente muitos se deixam encantar por espaços em conselhos e cargos públicos, assim perdemos lideranças que poderiam estar lutando com mais rigor a favor do povo em geral. Outros simplesmente desanimam, desistem diante das mentiras e mídia enganadora que sempre mostra resultados positivos na selva de pedra, postes e buracos.
É importante que todos entendam que a reengenharia material e intelectual gera postos de trabalho, estimula pesquisas, é gratificante. Mais ainda, todos que viverem muito, salvo raríssimas exceções, dependerão de recursos de mobilidade, comunicação, compreensão e aceitação de suas limitações.
Nada mais humilhante, por exemplo, do que envelhecer e sentir que de pessoa vigorosa e respeitada vamos nos transformando em alvo de ofensas e até agressões (ao atravessar uma rua, por exemplo) de cidadãos incultos e grosseiros.
Pior ainda é ver e ler notícias de pessoas excluídas de eventos importantes por não existir no local um bom padrão de acessibilidade e inclusão.
Quando sabemos do empenho de tantos a favor de sistemas e projetos absurdamente caros tais como metrôs e copas do mundo ficamos sem entender as desculpas de rotina que nossas autoridades apresentam para não respeitar a legislação a favor das PcD e pessoas envelhecidas.
É bom insistir, repetir.
Isso acontece principalmente pela ineficácia de ONGs dedicadas a pessoas com deficiência e idosas na cobrança de direitos via Poder Judiciário, principalmente.
Com certeza é difícil convencer autoridades e até juízes que não vivenciam os problemas de rotina daqueles que dependem do transporte coletivo, escolas públicas, postos de saúde etc. para serem bem atendidos a ter na inclusão e acessibilidade uma questão real, prioritária.
Devemos e podemos ser mais contundentes, eficazes. As redes sociais ajudam a difundir propostas e o turismo, portais, youtube, etc. estão à disposição de quem quiser aprender mais.
E os advogados?
Cascaes

08.12.2014

Nenhum comentário:

II FORUM DOS DIREITOS DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA - OAB DIA 13-6-2018

ONVITE II FÓRUM DOS DIREITOS DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA Excelentíssimos (as) Senhores(as) ...