sábado, 24 de maio de 2014

LIBRAS - uma proposta esquecida pela Comissão Especial destinada a promover Estudos e Proposições para a Reformulação do Ensino Médio – CEENSI

A importância da Linguagem de Sinais desde a infância
Nem sempre a comunicação oral é possível. Assim na história da Humanidade a linguagem de sinais (1), de tambores[1], fumaça (2), bandeirolas (3), luzes até a utilização de impulsos binários em nossos sistemas de telecomunicações foram e são a expressão da inteligência humana, sempre capaz de resolver desafios mais e mais complexos.
Sons têm limites e nossos ouvidos também, assim ao entrar em fábricas e outras instalações fechadas e ruidosas a primeira condição é usar EPIs[2], entre os quais os protetores auriculares. Nesses locais ficamos no dilema de como falar sem tirar os tampões dos ouvidos, e muitos desses ambientes são perigosos, podendo, o visitante, ser vítima de algum acidente ou provocá-lo por não saber o que acontece.
A criança após seu nascimento primeiro desenvolve sinais. O choro e seus gritos correspondem à linguagem oral que aprenderá mais tarde. Nessa primeira fase da vida poderá ser iniciada em sinais que correspondem à nossa LIBRAS (4). Se adiante aprender LIBRAS desde o maternal terá, com facilidade, mais um padrão de comunicação que será de extremo valor em muitas situações.
O que entendemos é que a estratégia de querer que em todos os lugares tenhamos intérpretes em LIBRAS não funciona e assim os surdos são reféns da sorte ou azar quando enfrentam atendentes em qualquer lugar.
O Congresso Nacional, na Câmara de Deputados, estuda a reforma do Ensino Médio. Estranhamente vimos que a proposta de Projeto de Lei criada pela Comissão Especial destinada a promover Estudos e Proposições para a Reformulação do Ensino Médio CEENSI (5) não apresenta de forma explícita nenhuma recomendação para a inclusão do estudante PcD e consideração pelas suas dificuldades de mobilidade (segurança, acessibilidade, etc.) e comunicação. A CEENSI propõe uma série de aprimoramentos, mas nada dirigido com ênfase para a PcD. É um Projeto de Lei que foi produzido após seminários com Secretarias de Educação e em comissões específicas. Esqueceram o estudante com deficiência(s)?

Ou seja, atentos às crianças e jovens com deficiência auditiva, devemos primeiro lembrar a importância da LIBRAS para os surdos e em segundo lugar sua praticidade em muitas atividades normais.
Repetindo, o aprendizado generalizado da LIBRAS facilitará muito a inclusão da pessoa com deficiência auditiva (em qualquer grau), sem esquecer que a surdez pode acontecer em qualquer fase da vida.
O que devemos fazer?
Naturalmente se essa proposta (ensino da LIBRAS desde os primeiros degraus de escolarização) for entendida como justa e oportuna, precisamos convencer nossas lideranças federais a corrigir o Projeto de Lei e outros semelhantes para a implantação dessa matéria em nossas escolas.
Vamos à luta?

João Carlos Cascaes
Curitiba, 24 de maio de 2014

1. CRONOLOGIA DA SURDEZ, DA CULTURA SURDA E DA LÍNGUA GESTUAL NO MUNDO. PORSINAL. [Online] http://www.porsinal.pt/index.php?ps=historia.
2. sobre os sinais de fumaça. Sinais de Fumaça. [Online] http://sinaisdefumacaa.blogspot.com.br/2010/04/sobre-os-sinais-de-fumaca.html.
4. Cascaes, João Carlos. LIBRAS? Educação e Tecnologia Assistiva - Inovação e Dignidade - Autonomia. [Online] 16 de 10 de 2013. http://ta-inovacao-dignidade-autonomia.blogspot.com.br/2013/10/libras.html.
5. cascaes, João Carlos. Reformulação do Ensino Médio – CEENSI - uma análise expedita. Educação e os estudantes com deficiência. [Online] http://escolas-convencionais-e-especiais.blogspot.com.br/2014/05/reformulacao-do-ensino-medio-ceensi-uma.html.






[1] Tambor falante é um tambor da África Ocidental cilindro que a altura pode ser regulada de maneira que é dito o "tambor de comunicação". O tocador coloca o tambor embaixo do braço e bate o instrumento com um pau ou um aro de ferro com uma bola na ponta. Um tocador levanta ou abaixa o tom do tambor falante, ao apertar ou ao liberar as cordas do tambor com o braço. Isso pode produzir sons informativos extremamente complicados para transmitir mensagens. A habilidade de mudar a altura do cilindro é análogo ao da linguagem tonal de algumas línguas Africanas.
...
Os tambores falantes tem o formato de uma ampulheta com duas faces (encouradas com couro de cabralagarto (iguana), pele de peixe) amarrado com tiras que ligam as faces uma com a outra. Estes são alguns dos mais antigos instrumentos utilizados pelos griots da África Ocidental e sua história pode ser rastreada até ao antigo Império Gana. O povo Hausa (e por influência, o povo Yoruba do sudoeste da Nigéria e do Benim e Dagomba do norte de Gana) desenvolveram um gênero musical griot altamente sofisticado centrado no tambor falante.
No século XX o tambor falante tornou-se uma parte da popular música da África Ocidental. Ele é usado para tocar em música Mbalax do Senegal e no Fuji e Jùjù da Nigéria (onde é conhecido como um dùndún, não fazer confusão com o tambor dundun bass do povo Mandé.) Wikipédia

[2] Equipamentos de Protecção Individual ou EPIs são quaisquer meios ou dispositivos destinados a ser utilizados por uma pessoa contra possíveis riscos ameaçadores da sua saúde ou segurança durante o exercício de uma determinada atividade. Um equipamento de proteção individual pode ser constituído por vários meios ou dispositivos associados de forma a proteger o seu utilizador contra um ou vários riscos simultâneos. O uso deste tipo de equipamentos só deverá ser contemplado quando não for possível tomar medidas que permitam eliminar os riscos do ambiente em que se desenvolve a atividade. Wikipédia

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