domingo, 26 de janeiro de 2014

A responsabilidade do condomínios e os prédios sendo entregues

Acessibilidade a novos prédios e a responsabilidade dos condomínios
Quando falamos dos estatutos e leis existentes a favor de pessoas fragilizadas é a despreocupação daqueles que deveriam aplicá-las e respeitá-las que nos assusta.
O Brasil e seus habitantes ganharam know-how de como fazer de conta escapando de impostos portugueses (irrisórios se comparados aos atuais), leis para inglês ver[1], eleições “livres”[ (Gomes, 1822 - Como um homem sábio, uma princesa triste e um escocês louco por dinheiro ajudaram D. Pedro a criar o Brasil - um país que tinha tudo para dar errado., 2010), (Gomes, 1889, 2013)] e partidos políticos de “esquerda” (Brasil atual).
Envelhecendo (Cascaes, Os idosos no Brasil) e tendo problemas de acessibilidade e inclusão em família, que também afetam inúmeros amigos, amigas e pessoas que admiro, a questão “Direitos das Pessoas com Deficiência” (Cascaes) ganhou muita importância, justificando uma militância até dolorosa, pois sentir a reação das pessoas que poderiam resolver inúmeros problemas é algo assustador.
Por facilidades de contato propusemos muitas ações a lideranças que acreditávamos serem afinadas com os Direitos Humanos e visão social, que decepção!
Acessibilidade é, em muitos ambientes, instrumento de demagogia e conquista de votos. Nada demais pensando nos desafios dos políticos, mas agir no varejo, trocando privilégios por compromissos de solidariedade em campanha eleitoral é algo extremamente abjeto, e isso existe em Curitiba, entre outros comportamentos reprováveis.
Temos instrumentos de ação. Fóruns e associações lutam a favor da acessibilidade. Alguns amigos foram excepcionalmente eficazes, com destaque para o ex-secretário especial Irajá de Brito Vaz (Secretaria Especial dos Direitos daPessoa com Deficiência). Curitiba parecia mudar a favor da acessibilidade e inclusão.
A esperança continua, entretanto.
Acessibilidade e inclusão têm suporte legal (Presidência da República) em todos os níveis da Federação, só falta respeitar esse quadro legal. Felizmente alguns profissionais de Arquitetura e Urbanismo estão nessa luta assim como lideranças políticas, destacando há muitos anos o eng. Antonio Borges dos Reis.
O Arquiteto e Urbanista Ricardo Mesquita (Acessibilidade e o Arq Ricardo Mesquita) e agora para valer a Professora Leomar Marchesini (Serviço de Inclusão e Atendimento aos Alunos com Necessidades Educacionais Especiais) assim como o presidente do Instituto de Engenharia do Paraná, eng. Cássio José Ribas de Macedo fazem por merecer elogios. Nenhum deles é PcD, o que lhes dá um valor moral muito grande, além de serem pessoas importantes na sociedade curitibana. Nacionalmente o destaque indiscutível é a Deputada Federal Mara Gabrilli (Deputada Federal Mara Gabrilli), incrivelmente atuante. Muitas outras pessoas merecem registro, a lista seria grande.
Falávamos de nossa frustração, mas agora estamos numa situação extremamente oportuna para ajustes.
O Brasil vive um boom imobiliário, milhares e milhares de novos prédios estão sendo entregues a novos condomínios.
Os futuros moradores conhecem suas obrigações (Acessibilidade - Condomínios devem se adaptar segundo determina legislação)? Sabem o que é responsabilidade solidária? Imaginam que poderão ser processados e pagar parte de indenizações decididas a qualquer tempo?
O futuro condômino imagina que poderá depender da acessibilidade até para entrar em seu apartamento? Algum WC é acessível? O quarto do casal permite movimentação de cadeirante, deficiente visual etc.? Alguém pode ter certeza de que sempre será um atleta?
O comprador é a parte frágil na negociação com as imobiliárias que se especializam em vender. Aliás, um filme merece ser visto pela humanidade inteira, o Lobo de Wall Street (Scorsese, 2014). Você comprou?
Se os novos e talvez felizes moradores de gaiolas modernas pensarem terão, no mínimo, a prudência de conhecer e exigir o respeito à legislação existente...
Talvez assim o Brasil realmente inicie uma mudança positiva a favor da acessibilidade.

Cascaes
26.1.2014

Acessibilidade - Condomínios devem se adaptar segundo determina legislação. (s.d.). Fonte: SindicoNet: http://www.sindiconet.com.br/456/Informese/Acessibilidade
Cascaes, J. C. (s.d.). Fonte: Direitos das Pessoas com Deficiência: http://direitodaspessoasdeficientes.blogspot.com.br/
Cascaes, J. C. (s.d.). Fonte: Os idosos no Brasil: http://idososbrasileiros.blogspot.com.br/
Deputada Federal Mara Gabrilli. (s.d.). Fonte: Portal Mara Gabrilli: http://www.maragabrilli.com.br/
Gomes, L. (2010). 1822 - Como um homem sábio, uma princesa triste e um escocês louco por dinheiro ajudaram D. Pedro a criar o Brasil - um país que tinha tudo para dar errado. Rio de Janeiro: Nova Fronteira Participações S.A.
Gomes, L. (2013). 1889. Fonte: Livros e Filmes Especiais: http://livros-e-filmes-especiais.blogspot.com.br/2013/11/1889.html
João Carlos Cascaes, E. C. (s.d.). Fonte: Acessibilidade e o Arq Ricardo Mesquita: http://acessibilidade-e-o-arq-ricardo-mesqui.blogspot.com.br/
Presidência da República. (s.d.). Acessibilidade. Fonte: Portal Brasil: http://www.brasil.gov.br/acessibilidade
Scorsese, M. (20 de 1 de 2014). O Lobo de Wall Street. Fonte: Wikipédia: http://pt.wikipedia.org/wiki/O_Lobo_de_Wall_Street
Secretaria Especial dos Direitos daPessoa com Deficiência. (s.d.). Acesso em 6 de 4 de 2012, disponível em Prefeitura de Curitiba: http://www.curitiba.pr.gov.br/conteudo/equipe-sedpd-secretaria-especial-dos-direitos-da-pessoa-com-deficiencia/7
Serviço de Inclusão e Atendimento aos Alunos com Necessidades Educacionais Especiais. (s.d.). Fonte: Grupo UNINTER: http://www.grupouninter.com.br/centrouniversitario/sianee.php




[1] Os ingleses, que tinham explorado a escravidão durante mais de duzentos anos, sobretudo monopolizando o tráfico de negros africanos, passaram a liderar os movimentos antiescravistas. As razões disso são diversas, havendo divergência sobre se isso se deu por razões econômicas, humanitárias ou ambas. Toda a Europa já estava envolvida pelo Iluminismo , e uma das possibilidades é que os doutrinadores liberais, dentre eles, Adam Smith tenham influenciado essa postura, ao afirmar que o trabalho escravo era mais caro do que o trabalho livre.[carece de fontes]
Assim, a partir de 1807, a Inglaterra proibiu o tráfico de escravos em suas colônias, abolindo definitivamente a escravidão em seus territórios a partir de 1833. Daí em diante, começaram uma agressiva campanha pelo fim do escravismo nos demais países, inclusive aproveitando-se de sua supremacia marítima na ocasião. Em 1826obrigou o Brasil, que havia recentemente adquirido sua independência, a firmar um tratado de abolição do tráfico em três anos, o que não foi efetivamente cumprido. Mas o Brasil, politicamente independente desde 1822, era economicamente dependente dos ingleses, porque eles lideravam a aquisição da produção do café, que estava em plena expansão e também forneciam a maior parte dos produtos manufaturados aos brasileiros. Além disso, os principais banqueiros do mundo eram os ingleses, que fomentavam a concessão de empréstimos e financiamentos aos produtores de café e aos que iniciavam a industrialização do país. Dessa forma, e também por conta da vinculação política estabelecida desde a chegada da Corte portuguesa ao Brasil, em 1808, a pressão britânica era intensa, o que levou o Governo Regencial — que administrava o país em razão da menoridade do príncipe Dom Pedro II, e que fora colocado no trono com a abdicação de seu pai, Dom Pedro I do Brasil — a promulgar uma lei, em 1831, que declarava livres os africanos desembarcados em portos brasileiros desde aquele ano. Mas o sentimento geral era de que a lei não seria cumprida, fazendo circular pela Corte, inclusive na Câmara dos Deputados, o comentário de que o Regente Feijó fizera uma lei só "para inglês ver".
Ficou, assim, a expressão que designa tanto leis que só existem no papel como também qualquer outra coisa feita apenas para preservar as aparências, sem que efetivamente ocorra.  Wikipédia

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