terça-feira, 29 de outubro de 2013

3 de dezembro não pode passar em branco - Dia Internacional da Pessoa com Deficiência

Dia Internacional da Pessoa com Deficiência em 03 de dezembro
A luta a favor das pessoas com deficiência é longa, merecendo até um dia comemorativo[1]. O significado dessa preocupação é sensível em muitos lugares adiantados onde a mobilidade e a receptividade a pessoas idosas e com deficiência dão mostras de ser algo sério.
A Humanidade ziguezagueia em torno de propostas que confundem e podem desviar a atenção para ela própria. Há muito a ser corrigido, para não dizer tudo, nessa caminhada em direção a um futuro complexo e perigoso.
Agora conhecemos cientificamente as nossas fragilidades, isso significa mudança de atitudes?
 Os seres humanos mais antigos tinham consciência máxima de suas deficiências. A ignorância gerou medos e superstições. A fragilidade era imensa. Por muito pouco o “homo sapiens sapiens” não deixou de existir muitas vezes.
Superamos, graças ao conhecimento científico, limiares perigosos, entramos noutros espaços de perigo.
Podemos, contudo, corrigir cenários selvagens de comunidades urbanas, por exemplo.
Queremos mais (pelo menos aqueles que acreditam em seus melhores princípios éticos), queremos conviver entre nossos semelhantes com dignidade, inclusão total, respeito mútuo.
A aceitação de diferenças é essencial à sociabilidade, algo que agora temos até em nossas leis.
A tolerância e amor ao próximo dependem, contudo, da educação recebida e condições patológicas. Nos dois casos há como agir pelo menos preventivamente, aprimorando a Educação e atuando em tratamentos e complementos medicinais.
Ou seja, a sociedade pode evoluir positivamente, mostrando o que tem de melhor.
Entre nós, brasileiros, o que desespera é a capacidade infinita de protelar soluções. Nossas cidades, escolas, ambientes públicos, locais de trabalho e lazer, hospitais, clínicas e até cartórios (tão amados pela nossa cultura latina) já deveriam estar preparados para a acessibilidade e inclusão universal.
Soluções? Não há mistério. É só estudar o quê as comunidades mais desenvolvidas fizeram e planejam corrigir e produzir. Graças a sistemas modernos de comunicação podemos estudar em casa e saber como fazer uma calçada segura, treinar atendentes, cuidar de detalhes de Engenharia, Arquitetura, Urbanismo etc. e i9dentificar próteses, órteses, tratamentos corretivos e assim por diante.
Nenhum profissional medianamente inteligente pode alegar ignorância.
No dia 3 de Dezembro deveremos, se possível, ir às ruas, aos locais públicos e panfletar, gritar, levar faixas, demonstrar nossa situação (idosos e idosas, pessoas com deficiência(s), senhoras gestantes, pessoas com doenças lesionantes e o cidadão comum que pensa em seu futuro) manifestar nossa indignação.
Junho de 2013 demonstrou a eficácia das grandes manifestações. Nossos governantes estão pisando em ovos para cumprirem seus acordos políticos sem chamar a atenção da população. Algumas concessões ao povo vieram, contudo.
O dia 3 de dezembro de 2013 precisa ser coerente com o mês de junho de 2013 no Brasil, algo que assustou até a FIFA (mais poderosa que a ONU).
O que devemos fazer para dizer a nossas autoridades que cansamos de esperar soluções?

Cascaes
29.10.2013

                                                                               



[1]dia internacional das pessoas com deficiência (3 de dezembro) é uma data comemorativa internacional promovida pelas Nações Unidas desde 1998, com o objetivo de promover uma maior compreensão dos assuntos concernentes à deficiência e para mobilizar a defesa da dignidade, dos direitos e o bem estar das pessoas. Procura também aumentar a consciência dos benefícios trazidos pela integração das pessoas com deficiência em cada aspecto da vida política, social, econômica e cultural. A cada ano o tema deste dia é baseado no objetivo do exercício pleno dos direitos humanos e da participação na sociedade, estabelecido pelo Programa Mundial de Ação a respeito das pessoas com deficiência, adotado pela Assembleia Geral da ONU em 1982. Wikipédia

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