domingo, 24 de outubro de 2010

Concursos públicos e redação

Tenho o hábito de escrever. Cada artigo se vier a ler vinte vezes encontrarei sempre o que corrigir. Pior ainda, a compreensão de quem lê é função da cultura que possui. Já me surpreendi inúmeras vezes descobrindo o que entenderam a partir dos meus textos. A língua portuguesa é complexa e a diversidade de inteligência e conhecimentos é infinita.
Temos concursos, especialmente os concursos públicos envolvem dissertações.
Nossas leis criaram privilégios para as PcD. São todas iguais? A ignorância de nossos políticos é tão grande, de modo geral, que quando falam em PcD nomeiam-nos como “deficientes físicos”, esquecendo os sensoriais e mentais e a hipótese de deficiências múltiplas.
Pior ainda, conforme a deficiência, o acompanhamento de notícias e momentos circunstanciais de nossa política pode ser muito difícil. Afinal quantos noticiários aparecem em linguagem LIBRAS, por exemplo? Os textos são compreensíveis? Os temas dizem respeito à realidade em que vivem?
Pois é, raramente o são. Por quê?
Ser PcD ainda é algo que não comove a maioria da nossa população, principalmente os tecnocratas de recursos humanos, os fazedores de concursos.
Felizmente, maravilhosamente temos leis que aos poucos poderão ser aprimoradas.
O drama é daqueles que estão perdendo oportunidades, deixando de conquistar empregos, serviços que lhes dariam dignidade.
Faltam-nos advogados dedicados, juristas atentos, tribunais severos a favor das PcD (e dos idosos e doentes crônicos).
Realmente é difícil para a Humanidade, que há meio século saia das teorias e práticas nazifascistas, entender o que significa “Direitos Humanos”. Por desígnios de Deus, quase por milagre, os criminosos eugenistas, racistas, etc. perderam para aqueles que defendiam a vida, o respeito entre seres humanos. Graças a isso temos convenções internacionais que aos poucos dão às nações comportamentos fraternos e dignos.
Temos, contudo, os concursos. São justos, corretos?
Nossas ONGs dedicadas às PcD e os MPs deveriam auditar os concursos públicos, principalmente. Seria interessante saber se os temas e as correções ponderaram limitações, se valorizaram o que realmente importava.
Ficamos surpresos ao saber de temas de redação que nem ouvintes perfeitos saberiam falar direito. Duvidamos inclusive que os profissionais da área saibam direito o que pediram.
Teremos eleições para escolha do novo Presidente da República. Será que um dos dois candidatos entende do assunto e está determinado a defender as pessoas com deficiência, os idosos, os doentes crônicos, os carentes economicamente?
Vamos tentar olhar fundo nos olhos deles, talvez escolhamos o melhor...

Cascaes
25.10.2010

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