domingo, 8 de agosto de 2010

Universidade Especial e a pesquisa e desenvolvimento a favor do PcD





Meritíssimo
Dr. Ricardo Tadeu Marques da Fonseca
Desembargador Federal do Trabalho

Assunto: criação de Universidade e pólo de pesquisas dedicadas às pessoas com deficiência(s)

A legislação brasileira a favor das pessoas com deficiência(s) é boa e abrangente, carecendo, contudo, de ações eficazes para se tornar uma condição natural de vida e cidadania.
Temos um cenário positivo, entretanto, para implementação das leis e decretos existentes há muito a ser feito. Para que isso aconteça é necessário um conjunto de ações de governo de modo a fortalecer os trabalhos existentes, conscientização da população, mobilização e preparação das PcD e P&D com a oferta de produtos para atenuação ou correção de problemas que afetam a vida do cidadão com necessidades especiais.
Dependendo das restrições que a PcD tiver a inclusão precisará de recursos técnicos que facilitem sua atuação social, profissional e até em casa, junto à família. Obviamente tudo o que se fizer nesse sentido será extremamente útil às pessoas idosas e àquelas temporariamente lesadas por acidentes.
Temos convicção de que profissionais em Engenharia, Medicina e Sociologia trabalhando juntos poderão criar produtos e soluções inovadoras, pois a Ciência acrescenta conhecimentos de forma exponencial dia a dia. Carecemos, contudo, de ambientes sinérgicos onde exista a determinação de se trabalhar a favor dos PcD, principalmente dos deficientes auditivos e/ou visuais, área em que as novidades tecnológicas podem, rapidamente, ser desenvolvidas e aplicadas.
No dia 26 de julho deste ano, na sede do Pequeno Cotolengo, tivemos a oportunidade de entregar à Ministra do Desenvolvimento Social e Combate a Fome, Dra. Márcia Lopes, proposta de criação de uma Universidade Especial.
Participando de um encontro promovido pelo Pequeno Cotolengo e a Fepe - Fundação Ecumênica de Proteção ao Excepcional, visando debater projetos Sociais implementados pelo Governo Federal na área de Pessoas com Deficiência (PcD), com o incentivo e apoio do amigo Antonio Borges dos Reis, pudemos (em última esperança, após inúmeras frustrações com autoridades, tecnocratas e até empresas onde imaginávamos encontrar maior receptividade) colocar a proposta apresentada na seqüência deste artigo à Ministra Márcia Lopes (por escrito, com cópia para nosso senador Osmar Dias).
Pretendemos vir a ter o apoio imediato do Governo Federal e até do governo do estado do Paraná nessa empreitada.
Nossa luta poderá ser vista nos blogs indicados no corpo do ofício.
O exemplo fantástico vem dos EUA onde a Gallaudet University, universidade dedicada aos deficientes auditivos, entrega seus diplomas com a assinatura do Presidente dos Estados Unidos da América do Norte desde 1869 (the first commencement in June 1869 when three young men received diplomas. Their diplomas were signed by President Ulysses S. Grant, and to this day the diplomas of all Gallaudet graduates are signed by the presiding U.S. president) e se constitui num polo de irradiação de educação e tecnologia a favor dos surdos.
A criação de uma (pelo menos uma) universidade com certeza será um grande passo a favor de mais de quinze milhões de brasileiros nessa condição.
Recomendamos a especialização inicial em torno dos surdos e cegos porque acreditamos existir nessas áreas uma imensa oportunidade de pesquisa e desenvolvimento de produtos adequados à minimização de seus problemas.
A(s) Universidade(s), nessa condição, poderá ser ampliada a todos os setores sendo, acima de tudo, um pólo de irradiação de educação e de tecnologia dirigidas às necessidades das PcD e idosos (potenciais PcD se viverem o suficiente).


Assim sendo, considerando:

1. a importância de se implementar ações eficazes a favor das pessoas com deficiência
2. o potencial enorme de criação de produtos e soluções inovadoras para as PcD, aproveitando o potencial de tecnologias novas;
3. a necessidade de preparação de especialistas e pesquisadores em torno das questões relativas às PcD em geral;
4. a existência de fundos para pesquisa e desenvolvimento nacionais e internacionais;
5. a importância de se criar padrões e normas a favor das PcD em todas as atividades sensíveis;
6. a necessidade permanente de criação de literatura dedicada às PcD e no caso dos surdos com a utilização da LIBRAS ou legendas e para os cegos em BRAILLE ou sonorizadas;
7. o potencial da literatura digital que possibilita diversos recursos de comunicação;
8. a importância da geração de cursos EAD para professores e alunos com necessidades especiais, viabilizando por internet, DVDs, filmes e outras formas de mídia a universalização desejada;
9. a formação de pólos de cursos, debates, seminários, congressos, educação em geral a favor das PcD
10. a existência (como referência) de universidades dedicadas às PcD, com destaque para a Gallaudet University (vide adiante sua história);
11. a existência de ambientes reversos, ou seja, onde a inclusão seja de quem não for PcD, tornando-se espaço de educação social e política de estudantes, professores e pesquisadores dedicados a essa área.

Propomos a criação de uma (pelo menos) universidade federal dedicada às pessoas com deficiência(s), onde teriam condições melhores de atendimento do que em universidades convencionais adaptadas.

Para pesquisa e desenvolvimento de soluções existem recursos que carecem de maior disciplinamento. No Brasil existem os Fundos Setoriais administrados pelo Ministério da Ciência e Tecnologia (Financiadora de Estudos e Projetos - FINEP) para P&D. Não será difícil levantar recursos internacionais e o estabelecimento de parcerias com pólos dedicados às PcD. Precisamos, entretanto, de uma unidade brasileira de P&D que crie projetos e dispute recursos a favor das pessoas com necessidades especiais (PcD).

Por decreto, imaginamos, o Presidente da República poderá criar essa universidade(s), que se instalaria de imediato, pela transformação de alguma existente ou, ao longo do tempo, à medida que os recursos aparecerem.

Concluindo, lembrando a necessidade de juntarmos exemplos e forças, solicitamos o apoio do Meritíssimo Dr. Ricardo Tadeu Marques da Fonseca nesse projeto/proposta que, temos convicção, será de grande valor na consolidação e valorização da inclusão das PcD.


Colocamo-nos à disposição para maiores esclarecimentos.
Os blogs indicados abaixo mostram essa situação.

Atenciosamente



Eng. e MSc. João Carlos Cascaes
Curitiba, 05.8.2010
Ex conselheiro do CEPEL (Centro de Pesquisas de Energia Elétrica) e do TECPAR (Instituto de Tecnologia do Paraná)
Ex presidente do Conselho do LAC (Laboratório Central de Eletrotécnica e Eletrônica)
Ex presidente da COPEL (Cia. Paranaense de Energia) e do IAUT (Instituto Automat)
Ex diretor de Planejamento e Engenharia da URBS (Urbanizadora de Curitiba)
Ex professor da UFSC, UFPR, TUIUTI e CEFET-PR e pai de PcD (2 filhos deficientes auditivos) e na condição de idoso com dificuldades auditivas.
________________________________________
1. http://universidadeparaossurdos.blogspot.com/
2. http://direitodaspessoasdeficientes.blogspot.com/
3. http://surdosegentequeluta.blogspot.com/
4. http://o-deficiente-visual-e-o-ipc.blogspot.com/
5. http://eadinteligente.blogspot.com/
6. http://respeitodignidadeacessibilidade.blogspot.com/
7. http://osamigosdaescola.blogspot.com/
8. http://inspiradonareatech2007.blogspot.com/

Universidade Gallaudet
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
A Universidade Gallaudet (Gallaudet University em inglês) é a única universidade do mundo cujos programas são desenvolvidos para pessoas surdas. Está localizada em Washington, DC, a capital dos Estados Unidos da América. É uma instituição privada, que conta com o apoio direto do Congresso desse país. A primeira língua oficial de Gallaudet é a American Sign Language (ASL), a língua de sinais dos Estados Unidos (o inglês é a segunda). Nessa língua se comunicam entre si empregados, estudantes e professores, e se ditam a maioria dos cursos. Ainda que se conceda prioridade aos estudantes surdos, a universidade admite, também, um pequeno número de pessoas ouvintes a cada semestre. A estas se exige o domínio da ASL como requisito para permanecer na instituição.
Origem da instituição
O campus principal da universidade, localizado próximo ao centro administrativo da cidade, foi doado em 1856 por Amos Kendall, um político rico que queria fundar ali um internato para crianças surdas e cegas. A instituição, que foi inaugurada em 1857, foi chamada Columbia Institution for the Instruction of the Deaf and Dumb and Blind. Para dirigí-la foi escolhido Edward Miner Gallaudet, o filho mais novo de Thomas Hopkins Gallaudet, quem havia fundado e coordenado por muitos anos a primeira escola para surdos dos Estados Unidos.
Sete anos mais tarde, em 1864, o Congresso do país autorizou a escola a conferir títulos universitários. A matrícula de estudantes nesse programa era, então, de oito pessoas. Em 1954, outra decisão do Congresso mudou o nome da instituição para Gallaudet College, para honrar a memória do fundador da educação para surdos nesse país, Thomas Hopkins gallaudet. Em 1986, foi reconhecido o processo acadêmico alcançado pela instituição ao declará-la Gallaudet University. A matrícula atual da universidade gira em torno de 2000 estudantes (dos quais cerca de 25% cursam programas de pós-graduação).
A Universidade Gallaudet oferece, hoje, educação para surdos em todos os níveis (desde a escola primária até o doutorado). Há cerca de 40 carreiras distintas, em praticamente todas as áres de conhecimento. Em alguns campos de investigação, tais como lingüística e ensino das línguas dos sinais, esta universidade tem uma reconhecida liderança mundial.
O acesso em Gallaudet por parte das pessoas surdas
A instituição que hoje conhecemos como Universidade Gallaudet esteve regida, desde sua origem, por pessoas ouvintes. Somente em 1988 tiveram os surdos opurtunidade de ver eleito um deles à reitoria da instituição. Foi o resultado de uma vistosa série de protestos nas ruas de toda a comunidade universitária, conhecidos como Deaf President Now (Reitor surdo já!). Como resultado desse movimento foi eleita uma pessoa surda para o cargo de reitor (Dr. I. King Jordan), e se iniciou um processo de reforma administrativa para que ao menos 51% dos cargos de direção da universidade fossem ocupados por surdos.
Pouco depois do sucesso dos protestos, a Universidade Gallaudet organizou um congresso mundial sobre os surdos, chamado Deaf Away (o estilo surdo), que congregou milhares de pessoas surdas do mundo inteiro, e que simbolizava o início de uma consciência acerca da existência das línguas de sinais e da cultura surda, e do chamado destas à se organizarem para reclamar os direitos essenciais. No ano de 2002 foi celebrado ali mesmo o segundo Deaf Way, que reuniu mais de 10.000 participantes de 120 países distintos.
A Universidade Gallaudet é, para os surdos de todo o mundo, um símbolo na luta para que suas línguas e culturas sejam reconhecidas.


Sobre a Gallaudet University
De seu portal

http://www.gallaudet.edu/
http://aaweb.gallaudet.edu/About_Gallaudet/History_of_the_University.html

In 1856, Amos Kendall, a postmaster general during two presidential administrations, donated two acres of his estate in northeast Washington, D.C. to establish a school and housing for 12 deaf and six blind students. The following year, Kendall persuaded Congress to incorporate the new school, which was called the Columbia Institution for the Instruction of the Deaf and Dumb and Blind. Edward Miner Gallaudet, the son of Thomas Hopkins Gallaudet, founder of the first school for deaf students in the United States, became the new school's superintendent.
Congress authorized the institution to confer college degrees in 1864, and President Abraham Lincoln signed the bill into law. Gallaudet was made president of the institution, including the college, which that year had eight students enrolled. He presided over the first commencement in June 1869 when three young men received diplomas. Their diplomas were signed by President Ulysses S. Grant, and to this day the diplomas of all Gallaudet graduates are signed by the presiding U.S. president.
Through an act of Congress in 1954, the name of the institution was changed to Gallaudet College in honor of Thomas Hopkins Gallaudet.
By an act of the U.S. Congress, Gallaudet was granted university status in October 1986. Two years later, in March 1988, the Deaf President Now (DPN) movement led to the appointment of the University's first deaf president, Dr. I. King Jordan, '70 and the Board of Trustees's first deaf chair, Philip Bravin, '66. Since then, DPN has become synonymous with self-determination and empowerment for deaf and hard of hearing people everywhere.
In the 1990s, a generous contribution from the W.K. Kellogg Foundation enabled the University to construct the Kellogg Conference Hotel at Gallaudet University, which has become a popular venue for meetings, seminars, receptions, and other events for both on- and off-campus groups.
The new millennium has brought events such as the Deaf Way II festival that attracted 10,000 deaf, hard of hearing, and hearing people from around the world; the opening of the technology-rich I. King Jordan Student Academic Center; and, thanks to the generosity of James Lee Sorenson, chair of Sorenson Development, Inc., the James Lee Sorenson Language and Communication Center, a unique facility that provides an inclusive learning environment totally compatible with the visu-centric "deaf way of being."
The University's undergraduate students can choose from more than 40 majors leading to bachelor of arts or bachelor of science degrees. A small number of hearing undergraduate students—up to five percent of an entering class—are also admitted to the University each year. Graduate programs at Gallaudet are open to deaf, hard of hearing, and hearing students and offer certificates and master of arts, master of science, doctoral, and specialist degrees in a variety of fields involving professional service to deaf and hard of hearing people.
Through the University Career center, students receive internships that provide a wealth of experiential learning opportunities. Recent internships were offered at Merrill Lynch, National Aeronautics and Space Administration, National Institutes of Health, and the World Bank. Students also benefit from an array of services provided by such campus units as the Burstein Leadership Institute, Language Planning Institute, Hearing and Speech Center, Cochlear Implant Education Center, and the Center for International Programs and Services.
Today, Gallaudet is viewed by deaf and hearing people alike as a primary resource for all things related to deaf people, including educational and career opportunities; open communication and visual learning; deaf history and culture; American Sign Language; and the impact of technology on the deaf community.

Programs
Deaf and hard of hearing undergraduate students can choose from more than 40 majors leading to a bachelor of arts or a bachelor of science degree. The University also admits a small number of hearing, degree-seeking undergraduate students--up to 5 percent of an entering class. Undergraduate students also have the option of designing their own majors, called "self-directed majors," in which they select classes from a variety of departments at Gallaudet or take courses offered at 13 other institutions of higher learning that are members of the Consortium of Universities of the Washington Metropolitan Area.
Graduate programs, open to deaf, hard of hearing, and hearing students, include a master of arts or a master of science degree, specialist degree, certificates, and doctoral degrees in a variety of fields involving professional service provision to deaf and hard of hearing people.
Gallaudet University offers exemplary educational programs to deaf and hard of hearing students at all learning levels. The Kendall Demonstration Elementary School (KDES) serves infants and their parents and continues service through the eighth grade. The Model Secondary School for the Deaf (MSSD) offers programs for students in grades nine through 12. Both of these schools are part of the Laurent Clerc National Deaf Education Center, which has a federal mandate to develop and disseminate innovative curriculum, materials, and teaching strategies to schools and programs nationwide.

Technology
Gallaudet is a leader in uses of technology in its academic programs and services. Approximately 94 percent of courses at Gallaudet have an online component and virtually all students take at least one course using the Blackboard online learning system. Such technology integration is double the average of universities nationwide. Many courses make extensive use of video, including video recordings of classes (examples online at presentations.gallaudet.edu) and a video library (videocatalog.gallaudet.edu). Many student and campus organizations conduct business or share information online through the my.Gallaudet portal. Students are encouraged to bring a computer to campus. Microsoft software is available at a discounted price.
For students interested in technology careers, majors in graphic arts, digital media, computer science, and computer information systems are available. Students have access to two central computer labs, as well as more than 15 departmental computer labs. Most classrooms are outfitted with computers, projectors, DVD/VCRs, and other technologies. All buildings on campus have wireless network access. In addition, Gallaudet Interpreting Service, in partnership with Sorenson Communications, offers Sorenson Video Relay Service (SVRS) to Gallaudet University and the Washington metropolitan area. SVRS, with its state-of-the-art technology and highly skilled interpreters, is the most popular VRS provider today.

Research
Gallaudet has a unique obligation to contribute knowledge and scholarship likely to benefit deaf and hard of hearing people, especially in the areas of education and human services. Accordingly, the Gallaudet Research Institute conducts studies related to demographics and assessment of deaf and hard of hearing people in the educational system, as well as language and learning processes, and engages students in research, while stimulating and supporting work directed towards priorities consistent with Gallaudet's national mission and internal strategic objectives.
Research is a key component of Gallaudet's mission as a university. Faculty pursue a full range of research interests related to their own academic disciplines. Major grant support includes research, development, and training programs in visual language and learning, access to communication for deaf and hard of hearing people, genetics, and technology assessment.

Public Service
Last year, Gallaudet served more than 40,800 individuals through conferences, leadership institutes, professional studies and extension courses, sign language classes, American Sign Language (ASL)/English bilingual education, enrichment and youth programs, international programs, and its regional centers (Mid-Atlantic-Gallaudet University, Washington, D.C.;Midwest-Johnson County Community College, Kansas; Northeast-Northern Essex Community College, Massachusetts; Pacific-Kapi'olani Community College, Hawaii; Southeast-Flagler College, Florida; and West-Ohlone College, California).
In fulfilling its national mission role via training and technical assistance, information dissemination, and exhibits and performances, the Clerc Center served over 62,000 people and disseminated approximately 220,000 educational products in 2008. In addition, the Clerc Center recorded over 2,700,000 visits to its website last year.

Enrollment
In the fall of 2009, 1,870 students were enrolled: 1,055 undergraduates, 429 graduates, and 296 professional studies students. International students comprise six percent of the degree-seeking student body. Fall 2009 enrollment at the demonstration schools was 105 students at KDES and 151 at MSSD.

Alumni
Gallaudet University has more than 18,000 alumni around the world. The Gallaudet University Alumni Association, organized in 1889, has 53 chapters. According to a survey conducted by the University, 85 percent of the Gallaudet undergraduate students respondents who graduated between September 2004 and August 2005 are either employed or furthering their education; 100 percent of the survey respondents of alumni who graduated with graduate degrees during the same time frame are employed or furthering their education.

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